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Pecados Capitais


FOUR
Os Sete Pecados Capitais
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O termo “Pecado Capital” deriva do latim “caput” que significa “Cabeça”, indicando que tais pecados são a fonte ou a cabeça de diversas outras faltas. Na Doutrina Católica as enfermidades da alma estão diretamente associadas aos Pecados Capitais. Eles são listados em número de sete e considerados capitais porque a partir deles surgem muitos outros pecados.

Assim como a doença corporal desenvolve uma sequência de efeitos, produzindo causas e resultados, a Alma e a vida espiritual percorrem similar processo. Então, quando ela é contaminada, corrompida ou incorpora algo que não faz parte de sua natureza santificada, é como um vírus a atacar, daí surge a Doença Espiritual.

A Paz Espiritual tem como consequência primaria o viver voltado para o amor, ajuda ao próximo e a doação de energia positiva, capacidade de agir livremente sem ser direcionado pelo medo e sentir o prazer em momentos simples – Estabilidade Emocional.

A Alma ao ser contaminada, reage e seus primeiros sintomas é refletido na Paz Espiritual. Então o comportamento externo deixa transparecer a instabilidade emocional. Projetando o desapego, falta de perdão, desinteresse, insensibilidade e insegurança, sentimentos alterados ou negativos. Passando a enfatizar a perda da calma e da procura de conexão a Deus - Oração.

Para que o combate às doenças espirituais seja efetivo, é preciso conhecer e nomear essas doenças deixadas pelo pecado original. Quando referimos ao pecado original, falamos da natureza ferida, o pecado contraído no princípio dos tempos. O estado no qual já nascemos e que ficamos livres somente com o Batismo, porém não perdemos a natureza decaida e corrompida deixada pelo pecado, ou seja, concupiscência - inclinação ao mal. Por isso, devemos sempre nos capacitar ao combate as doenças espirituais. Este pecado, o original, é diferente do pecado individual que cometemos durante a nossa vida devido a nossa natureza doente ou decaida.

Temos por natureza própria, da condição humana, um estado emocional intenso, passageiro e muitas vezes irracional, que cria uma inclinação ou tendencia para expressar a nossa necessidade básica a algo ou alguém - Paixão. Necessidades essas que podem ser levadas para o bem ou o mal. Portanto, a origem não é considerada pecaminosa, pois descreve as ações, pensamentos, comportamentos ou a natureza que viola o preceito moral e indica a inclinação ao mal, imoral ou a má conduta. Dando melhor clareza ilustramos o ato de comer, que inicialmente não é pecado, mas o ato excessivo torna-se pecado - Gula. De forma que, as doenças espirituais são as tendencias ou inclinações persistentes e desordenadas ou desequilibradas para o mal – Vício, que desencadeia inúmeros outros pecados.