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As Doenças Espirituais


Introdução


A lista dos sete pecados capitais, hoje conhecida, não vem diretamente da Bíblia. Ela foi elaborada pela Igreja Católica aos longos dos séculos, por reflexões teológicas sobre os vícios que levam a outros pecados. Nos meados do século IV um monge eremita grego Evagrio Pontico, elaborou uma lista com os oito principais vícios que atrapalhavam a vida espiritual, conhecida como “Os 8 Pensamentos Maus”: Gula, Luxuria, Avareza, Melancolia (Tristeza), Cólera (Ira), Desânimo (Acídia), vangloria e Orgulho (soberba). A primeira revisão vem acontecer no Século VI, pelo Papa Gregório I uma revisão feita no contexto da Igreja Ocidental. Foram feitas modificações importantes:

Assim, o Papa organizou a lista em sete pecados principais as quais passaram a ser recomendações oficiais da Igreja para o combate aos vícios, promovendo o Orgulho como o “rei” de todos os pecados. Durante o século XIII, São Tómas de Aquino, revisa e faz a consolidação final em sua obra Suma Teológica no ano 1273. Ele explica e nomeia os pecados e o porquê devem ser chamados de “capitais”. Capital vem do latim “caput", que significa “cabeça” ou “líder”, mostrando de onde os outros pecados têm suas origens, uma hierarquia dos pecados.

Atualmente, reflexões teológicas promovidas pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) organizam as “enfermidades da alma” com intuído de relacionar os vícios tradicionais às quatro grandes áreas da injustiça social, utilizando o termo Pecados Capitais Globalizados.

Nesse contexto, a resposta teológica e pastoral da Igreja Católica não se limita a esclarecer, denunciar e expor a estrutura do pecado. Ela também, aponta suas consequências e o caminho de cura. Convidando-nos a cultivar as virtudes da partilha e do respeito inalienável a vida, das responsabilidades morais e éticas - Ser solidário. Mas também, o primordial, conhecimento dos princípios das Leis Divinas. Assim, a superação das “enfermidades da Alma” será refletida diretamente na vida humana e em uma sociedade mais justa, fraterna e em paz, vista como uma Globalização da Solidariedade.